Um dia comum

Um dia comum, saindo para pegar um vôo, que aparentemente era comum. No entanto algo parceria está dando errado, o piloto avisa que o vôo terá que ser abortado por algum motivo, em seguida ele diz o motivo: “Tem um navio afundando!” Daí percebo que a pista de decolagem nada mais era que uma ponte sobre um rio. Assim, o avião desce da ponte e estaciona ao lado do rio. Mas, é agora que as loucuras começam a acontecer... Inexplicavelmente começa a descer um avião atrás de outro, mas ao descer da ponte na tentativa de estacionar, todos acabam se desgovernado e batendo em alguma coisa e explodindo após parar. Um ainda consegue ressurgir de trás da ponte, mas ao levantar vôo, simplesmente para no ar, e cai logo atrás do barranco em que me encontro, um som ensurdecedor ecoa por conta de sua explosão, quando retomo a consciência, olho para o rio, o que vejo é uma imensa quantidade de água vindo em nossa direção, já tinha levado navio, restos de aviões ponte e chegava assustadoramente rápido para nos levar também, eu tento fugir subindo no barranco... Inutilmente, a enxurrada consegue nos pegar.
... Um silêncio ensurdecedor ecoa em minha mente nesse momento...
Agora abro os olhos num quarto desconhecido, ouvindo as vozes de meus amigos, imediatamente saímos daquele branco intenso (que só percebi ao abrir a porta), ao sair um corredor medonho, com uma sombria escada de ferro, com um ar de abandono (talvez pela cor de ferrugem e aspecto de sujeira), só havia um caminho, subi-la, foi o que fizemos... Ao começar a subir, dava uma vontade de correr e correr, mas as escadas parecia não ter mais fim (foi que percebi quando me atrevi a olhar para cima), mesmo assim continuei a correr em direção ao que pensávamos ser a saída. No entanto... Do nada, me vejo junto a Felipe, correndo para baixo! Edgar e Aurélio nos encontram na escada assustados, e perguntando o porquê estávamos descendo... Nós dois mais espantados ainda respondemos: “Não sei!” Voltamos então a subir, depois de um bom tempo correndo em direção das alturas, nos deparamos com um andar repleto de pessoas com aspecto cansado, encostados na parede, no corrimão da escada e outras deitadas no chão (parecendo já está ali há muito tempo). No meio dessas pessoas avistamos uma porta, nem paramos para pensar e fomos até ela. Chegando lá, dois homens nos recepcionam (na porta mesmo, nem chegamos a adentrá-la), sussurra um com outro, "parece que chegaram", em seguida nos pergunta nossos nomes, ao dizer (ainda sem perguntar que estava acontecendo, apenas com o desespero daquela situação na mente), um daquele homem diz: "Não é ainda a hora deles”, sigam até aquela porta, (porta que misteriosamente estava atrás de nos, no outro lado do corredor "em momento algum tínhamos visto antes"). Então sem fazer perguntas, e eu em particular, com um ar de alegria e alivio, fomos em direção a essa porta, que por sua vez é aberta por duas moças, e junto com elas um imenso clarão que ofusca minha visão por completo. Quando ela retorna, estou no quarto de uma casa e vejo Aurélio feliz e conversando pela janela com seu pai, pela janela também vejo o meu pai ali fora, saio correndo para abrir a porta, quando abro...
"Tom Nosreme"

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